segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Coisas do mundo, minha nega

Das coisas do coração
A gente não sabe o quanto uma relação é superável e o quanto ela é apenas abstraída, jogada pra debaixo do tapete. Há dias não me importava. Até li cartinhas antigas, com tom de "bons tempos". Até que uma música te pega de surpresa, e te faz chorar.
A primeira música do primeiro CD.
- Maldito.
É tudo que consigo dizer.

Da morte
"Brindando à morte e fazendo amor", recebo como título de e-mail no meio de uma crise existencial fudida. Crise existencial quase que superada.
"A vida é mais perigosa que a morte", foi a mensagem que recebi de uma amiga, minutos após minha vó ter morrido. A vida é mais perigosa que a morte e os sentimentos vem da percepção dessa vida. Depende de onde se olha e pra que se olha. Porque sofrimentos e alegrias existem aos montes por aí, das boas e das ruins, de ambas.

Do mundo do trabalho
"Oferecemos vagas para balconistas". No sistema capitalista, trabalho é algo que se "dá", basicamente se "doa". Burgueses tão gentis, fazem o favor de "oferecer" uma, duas, vagas.
- Como são gentis! - diz o desesperado.
Os jornais anunciam que o desemprego tem diminuído, e os burgueses sentem uma tranquilidade na alma.
- Puxa, que bom. As coisas estão melhorando afinal, e não estou tão prejudicado assim.

Que dêem salário mínimo pra todos! Verá que o problema não é falta de trabalho. Que dêem educação pra todas as criancinhas, e vão ver que não é falta de escola (talvez até seja excesso o problema). Isso parece tão óbvio que até dói escrever isso como se fosse novidade.
O problema não é falta de emprego, nem falta de vagas nas escolas, Universidades. Não é falta de saúde, tampouco.
O problema é viver num sistema que depende dessa falta. Enquanto o sistema não mudar, ter emprego, saúde e educação será sorte. Qualquer emprego de merda é lucro, é sorte, é bondade de burguês e não humilhante, alienante e escroto.

Do movimento estudantil megalomaníaco
Cinco, dez ou cinquenta, o número não importa muito.
Basta poucos, basta uma conversa entre poucos lunáticos, que se resolve: um censo de todas as universidades de santos; um documentário sobre as universidades do estado de são paulo; um ato no senado, em duas semanas. Essas, as levadas a sério.
Algumas são lançadas, num tom de piadinha útil, daquelas que se diz com humor, mas que se alguém levar a sério, logo vira encaminhamento. Dessas daí, prefiro não comentar.

Um comentário:

bruna ornelas disse...

documentário com mãos tremidas, por favor.
e...

NÃO - AO - ATO !!!
(com direito ao jaleco)

 
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