terça-feira, 16 de outubro de 2007

"O nosso amor a gente inventa, pra se distrair..."

Quando me perguntam se eu amo, hesito.
Alguns pensam que é por eu ter dúvida, e talvez eu tenha mesmo. Mas talvez porque até hoje eu não entendo o que é esse tal amor. Talvez eu só possa responder depois de saber qual a concepção de amor pra pessoa que me pergunta.
Comecei a pensar que talvez não exista um amor que não seja um pouco doentio.
"Não consigo viver sem você" é o auge da dependência.
"Posso contar com ele pra tudo" é um amor muleta.
"Ele me faz feliz" é aquele amor prozac.
"Ele me faz sentir segurança" é aquele amor carente de pai.

Sei lá. Talvez eu esteja exagerando. É fato que qualquer relação a dois demonstre alguma fraqueza natural nossa, pois demonstra que um só na vida não tá bastando.
Só sei que por mais que eu tente demonstrar o máximo da razão nessa coisa que de razão não tem nenhuma, no fundo, no fundo, eu sou só mais uma menininha querendo encontrar o manual de instruções dessa joça.

Um comentário:

JU disse...

Ótimo.

Ao meu ver, o amor é egoísta. Pq no fundo tem um lance de instinto de perpetuação da espécie... tipo sexo... que da prazer mas é um jogo da natureza pra reprodução, sabe né?!

O amor tem disso, um dia vc fica doente e quem vai cuidar de vc? A natureza mandou vc amar pra isso... pra ter por quem ser cuidado.

O mesmo com filhos, não haviam asilos quando essa bagunça de mundo começou, as pessoas tem filhos pq no fundo esperam que eles cuidem delas quando estiverem caquéticos.

No principio...
Não havia hospitais, amor.
Não havia asilo, compaixão.
Não havia produção independente, sexo.

Não estou defendendo materialismo, não. Estou elogiando a NATUREZA e seus sentimentos traiçoeiros.

 
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